segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Quem é do bem faz um bem!!!

Eu recebi um vídeo dos meus alunos de estágio pelo grupo do whatsapp.
Esse vídeo traduz muito o que eu penso e por que não dizer, o que eu gostaria que meus filhos fossem.
Lógico que querer que os filhos sejam algo idealizado por nós acaba sendo uma maneira de coerção da sua própria personalidade. A Mara e eu conversamos frequentemente sobre essas situações em que pais frustrados impõem compromissos e metas nas vidas dos filhos.
Mas esse caso é diferente - pelo menos eu prefiro pensar assim.
Quando o Vicente está dormindo, frequentemente me pego pensando em como será que ele vai ser com as pessoas.
Ser uma pessoa honesta, decente, idônea são coisas que a gente ensina em casa. Mas, para mim, as maiores qualidades que um ser humano pode ter são a generosidade e a humanidade.
Ser generoso com quem não tem as mesmas condições que você é uma demonstração de caráter. Agir em prol de causas realmente importantes para o coletivo é uma prova de que a racionalidade nos fez colocar o ego e a vaidade em segundo plano, pois existe gente que precisa muito de nossa contribuição. de nossa ajuda.
Eu costumo dizer que o grupo é opressor, seja ele o grupo que for. Melhor que a rima é a constatação de uma verdade. Gosto de gente, e nesse caso, de crianças, que destoam do seu grupo. Obviamente, todo diferente acaba pagando um preço por ser do jeito que é. A vida é assim mesmo.
Não espero que o Vicente e a Helena sejam completamente diferentes dos seus semelhantes. Gostaria, do fundo do coração, que eles tivessem demonstrações sinceras de afetividade e compaixão pelas pessoas que nem conheçam.
Lembro uma vez na minha infância que estava andando de bicicleta na praça lá em Tapejara. Lembro de um menino que estava lá sentado em um banco, sozinho. Cheguei perto dele e sem perguntar seu nome, ofereci minha bicicleta para ele dar uma volta. Ele me parecia tão triste, tão sem ninguém que perguntei se queria ser meu amigo. Durante um bom tempo brincávamos todas as tardes e o mais impressionante de tudo isso é que nunca soube seu nome.
Fazer o bem sem olhar a quem. Fazer o bem sem esperar a compreensão de ninguém. Eu espero que essa seja a herança que eu deixe pros meus filhos!
Abraços sinceros e emocionados.
Roges

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O cantinho das crianças e outras histórias

Um tempo atrás eu escrevi aqui que nós estávamos planejando montar um quarto para o Vicente.
Tínhamos visto umas camas para comprar - ele até tinha ganhado uma do primo Tiago - e no final das contas nos apaixonamos por um modelo de quarto chamado Montessoriano.
A ideia do quarto Montessoriano é excelente. Essa proposta permite que a criança tenha tudo ao seu alcance: brinquedos, calçados e até mesmo levantar da cama a hora que bem entender.
Pra ter uma ideia, o Vicente esses dias queria amoçar no quarto novo!
Pois bem...dias atrás montamos o quarto do Seu Vicente e já começamos a pensar se ele iria gostar e mais do que isso, se iria querer dormir no seu quarto.
A verdade é que o Vicente poucas vezes dormiu no berço dele. Muitas vezes dormimos todos juntos, outras vezes ele dormia com a Mara e algumas vezes comigo.
Meu deus, mas e a intimidade do casal como fica? A propósito, Helena está a caminho, se é que isso responde a pergunta.
Pois então.
Sofrendo - costumeiramente- por antecedência, imaginamos que a transição seria um caos. Que ele não iria dormir, que iria chorar, espernear, migrar pro nosso quarto, etc...
Mas não!
Logo na primeira noite a Mara convidou ele para dormir. Deu tchau pra Peppa Pig e lá se foi, sozinho, cheio de determinação, dormir no seu quarto novo.
O detalhe da situação é que ainda estamos em fase de transição. Dormimos no quarto dele, com ele. Essa semana a fase 2 entrará em ação quando a Mara deixará de acompanhá-lo nas noites. Próximo passo é deixar que ele durma sozinho, mas para isso é necessário que ele se sinta seguro e sinceramente não temos a menos pressa.
Hoje também foi o dia de iniciar os preparativos para o quarto da Helena. Analisando friamente o berço do Vicente é demasiado grande e pouco versátil. Compramos um mini berço que vai funcionar como uma cama ambulante. Tem rodinhas e vai andar de lá pra cá quando ela for pequena.
O lado bom desses mini berços é que são desmontáveis e assim podemos colocá-los tanto na sala ou quartos como na sacada, caso esteja um dia agradável.
Fico imaginando a disputa de territórios entre eles dentro do quarto com tatames e brinquedos. Vai ser um deus nos acuda, mas tudo bem...faz parte!
Abaixo algumas fotinhos do Vicente no quarto novo.




Outras histórias curtas

Hoje estávamos esperando a Mara sair do mercado.
Eu estava perguntando ao Vicente sobre a escola:
- Como é o nome da tua profe?
- Nessa (Vanessa).
- Como tu chama ela?
- Nessaaaa.
- Fala de novo.
- Novo!
Com essa resposta inocente e direta ele simplesmente acabou comigo.
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Sábado à tarde ele estava bem cansado e dormiu. A Mara também aproveitou a ideia e fez seu descanso. Eu fui estudar.
Mais tarde quando ela acordou, ficamos conversando e eu disse:
- Vamos aproveitar que ele está dormindo e namorar um pouco. Se bem que tô com a impressão de que daqui a pouco o Vicente vai chorar e acordar.
Foi o tempo de terminar a frase quando escutei o barulhos daqueles pezinhos adentrando a sala. Sentou no sofá, pegou umas bolinhas de chocolate, comeu, nos olhou com a maior naturalidade e mandou beijo.
Simples assim.
Como se estivesse na sala há horas.
Cada dia uma nova e surpreendente situação.
Forte abraço a todos.
Roges


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Histórias que acontecem todos os dias

Esse vídeo mexeu comigo, assim como o livro que ele escreveu.
Para quem já é pai ou espera um filho as palavras do Piangers, sobre como é gratificante cuidar de alguém, refletem uma verdade pura e ao meu ver muito bem colocada.
Ao contrário do meu pai, sou um agraciado por poder conviver com meu filho - e em breve com minha filha - e acompanhar todas suas histórias e sua evolução desde seus primeiros momentos que era um bebê que mal conseguia respirar (sim, o Vicente nasceu com um probleminha respiratório e tive que esconder de todo mundo que estava tudo na mais perfeita ordem) até os dias de hoje quando prefere trocar um colo para ver o Tutu (trem) ou a Peppa Pig na televisão.
Esse é sem dúvida alguma, meu maior papel.
Minha herança para meus filhos será de certa forma tudo aquilo que vivi e que tirei como aprendizado sobre "o que fazer" e "como não fazer" certas coisas, inclusive como respeitar as pessoas e a não se resignar diante da crueza do mundo.
Meus filhos são a bateria alcalina do meu dia a dia!!!
Um caloroso abraço!
Roges


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Felicidade dos amigos é nossa felicidade também!

Sim, quando os amigos ficam felizes nós também ficamos.
Quando eu e a Mara tomamos a decisão de termos o Vicente, não demorou muito para se confirmar a gravidez. Foram 2 meses - se não me engano - para que a coisa se consumasse.
Naturalmente não é assim com todo mundo.
Eu voltei de Florianópolis em 2010 e deixei alguns amigos por lá. Um casal de amigos que mora na ilha tenta ter filhos há mais de 9 anos. Por mais que eu queira, não consigo imaginar como isso deve ser frustrante e triste.
Ontem tivemos uma ótima notícia.
Dois irmãos de fé nossos - a Leodira e o Rafael - estão grávidos.
O Rafa já tem uma menina mas a Leo será mãe de primeira viagem.
E que viagem!
Uma viagem que começou há alguns anos com inúmeras tentativas de engravidar e que por alguma razão, incompreendida por nós todos, se confirmou ontem.
Muitas tentativas, muita esperança, muita vontade, muita fé.
Fé na conquista do objetivo, por que como diz o mestre Gilberto Gil "...a fé não costuma faiá!". 
Fé na humanidade, porque colocar um filho no mundo é acreditar num futuro melhor. É acreditar que as coisas não podem e não devem tomar um rumo apocalíptico como alguns pregam por aí.
Fé em si mesmo, pois educar um filho e torná-lo um cidadão ético, uma pessoa idônea, alguém com princípios, requer algo mais do que simplesmente ensinar lições de vida. É preciso crer que as coisas possam, de fato, mudar...mudar para melhor!
Aqui em casa a alegria foi geral, tomou conta. Hoje mesmo tocamos novamente no assunto com os olhos marejados de alegria. Ficamos muito felizes com a felicidade deles. Serão padrinhos da nossa filhota Helena e de certo modo, isso acaba criando uma sensação de que a família também aumenta. Parecia até que éramos nós que esperávamos outra criança.
Arrisco desde já um palpite: uma menina!
Uma menina para brincar com a nossa pequena na casa do Pai André em dia de mesa de Ibeji!
Tenho certeza absoluta que essa criança que está chegando estará repleta de amor e de cuidados.
Seja bem vinda (o)!
Aos novos pais, nosso abraço afetuoso e repleto de felicidade.
Roges, Mara, Vicente e Helena.