Hoje foi dia de vacinar a Helena.
Aquele programinha chato que os pais devem participar.
Chato porque é difícil. Quando o Vicente ia fazer suas vacinas era sempre eu quem levava o pequeno para tomar as picadas ou as gotinhas. A Mara não se habilitava. Sentia vontade de chorar só de pensar.
Na verdade eu também senti essa vontade, e chorei muitas vezes, ao ver o Vicente sofrendo com a dor daquelas agulhadas.
Na minha opinião as vacinas deveriam ser todas inalatórias. Em pleno século 21 algumas coisas ainda são como nos anos 1950 ou 1960.
É claro que essa minha opinião é totalmente baseada na dor de ver nossos pequenos chorando e em alguns casos entrando em pânico ao verem a salinha de vacinas.
Quem não tem alguma história parecida?
Hoje foi a vez da Helena fazer as vacinas dos 2 meses: 3 picadas nas perninhas e 1 de gotinha.
É para o bem delas, eu sei, mas ao meu ver é um preço bastante alto para nossos recém chegados. De que vale a gotinha ter um gosto bom se as picadas deixam as crianças com dores e febre?
Existe um movimento crescente mundo afora de pais e profissionais de saúde que questionam o real benefício das vacinas.
"Como um vírus injetado no organismo poderá proteger nossas crianças de outras doenças?"
Esse é o principal argumento desse povo.
Não chego nem perto dessas neuroses.
Como estudo saúde pública sei que a longevidade das populações se deve em parte pelo crescente acesso das crianças às vacinas. Seria uma hipocrisia pensar assim e agir de outra maneira.
Mas sou obrigado a confessar que sinto dó dos meus filhos quando olho na carteira de vacinação e percebo que é chegada a hora de fazer um passeio no posto de saúde.
Nesse momento, a emoção do pai toma lugar da razão do profissional de saúde.
Abraços a todos.
Roges