Aqui em casa não tem rotina!
Quer dizer, tem!
Mas não sou eu, nem a Mara quem decide como ela é. É um cara pra lá de decidido - e espaçoso - chamado Vicente.
O Vicente, mais conhecido por todos como Vi, é um cara fantástico. Difícil dizer quando ele NÃO nos surpreende com algum gesto ou manifestação. Quando estou dormindo ele vai me acordar, sussurrando no meu ouvido bem baixinho "Gege". Deve ser a forma como ele imagina me chamar de Roges.
Aliás, Gege é a 2ª palavra que ele mais fala. A primeira é NÃO. Tutu (trem) é a terceira!
Enquanto escrevo estas linhas ele está na área brincando com o rodo e dizendo pra babá dele: Tutu! O trem está passando aqui perto de casa. É uma figura esse menino.
Na verdade, o Vicente é a grande surpresa da minha vida. Não que ele não tivesse sido planejado. Foi.
O fato é que não conseguia me enxergar como pai de alguém. Achava que conviver com crianças era uma eterna batalha de nervos para que elas me obedecessem, querendo ou não.
Lembrança muita clara desse meu pensamento foi na época em que tive que realizar meu 1º estágio docente na Faculdade de Educação Física. As turmas deveriam ser entre Pré e 4ª série - agora seriam entre 1º e 5º ano- e eu peguei uma 1ª série e, confesso, tremia na base nos meus primeiros encontros com aquela meiga turminha devoradora de adultos!
Nada me convencia de que ter um filho era um bom negócio. Para mim estava decidido...filhos, talvez daqui uns 50 anos!
Talvez isso tenha relação com minha relação com meu pai, mas essa é outra história.
A partir do momento que comecei a namorar a Mara, minha convivência com crianças aumentou e desse modo pude ver que elas nem eram tão devoradoras assim. O tempo passou e a possibilidade de termos um bebê foi crescendo, assim como um vislumbre real de uma possível adaptação com a figura de pai.
Talvez quem leia esse texto pense que eu não nasci para ser pai, que estou sendo forjado com o tempo, mas vejo que tenho me saído melhor a cada dia.
Converso com amigos, colegas e vejo que a paranoia inicial de não conseguir dar conta de um ser pequenino não era só minha. Que a necessidade de estipular regras, limites acaba sendo menor quando a manifestação de amor ao pequenino aumenta. A dureza nos afasta da beleza cotidiana de ver nossos filhos crescerem, por isso reflito todo dia: Será que estou sendo um bom pai?"
Francamente, acho que estou no caminho.
Vicente é um menino adorável, afetuoso e tem atitudes espontâneas frequentes durante o dia. Seguidamente ele está brincando e se levanta para nos abraçar e beijar, dizendo "AMO".
Para mim, é uma recompensa que não tem preço!
Acredito que seja uma resposta às adaptações paternas de um cara que não pretendia ter filhos.
Minha vida sem esse menino não seria completa!
Abraços a todos.
Roges
sexta-feira, 31 de julho de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
Um pouco de história(s)
Desde que me lembro, nada me atraía mais do que ser um cara do mundo.
Sair em busca de lugares novos, pessoas diferentes e culturas para conhecer era o meu sonho de consumo. Honestamente não sei quando surgiu esse ímpeto de ouvir novas histórias, sair da asa dos pais e virar um cidadão do mundo.
Uma lembrança bem presente é do momento em que decidi sair de casa para estudar. Lembro perfeitamente das inúmeras tentativas de minha mãe para que eu ficasse em Tapejara e estudasse em Passo Fundo, num esquema de bate e volta. Eu já tinha feito isso por um semestre e achava aquela rotina estressante e enfadonha.
E assim, do nada, veio a ideia de estudar em Cruz Alta.
Naquela época - final dos anos 90 e início dos anos 2000 - o pessoal mais underground, por assim dizer, não estudava em PF. Saía do aconchego do lar e se largava em direção à Terra da Panelinha para poder dar um novo rumo na vida.
Houve até quem se arriscou ir para Bagé. Esses merecem meu respeito...pela coragem!
De lá pra cá, muitos foram meus endereços e muitos também os locais por onde passei.
Conhecer pessoas diferentes, um universo de gente que pensava diferente me proporcionou um crescimento extraordinário.
Imagina como era antes! - dirão alguns.
Aos poucos o egocentrismo foi se perdendo e de uma maneira sutil, porém firme, pude perceber que eu era mais um na multidão. Mais um CPF na praça, mais um currículo nos classificados. Era 1 DNA entre 7 bilhões!
Pode parecer nostalgia ou até mesmo saudosismo, mas para mim, lembrar dessas situações é tentar prever o futuro.
Hoje tenho um filho de 2 anos e estou à espera de uma menina, que se puxar a mãe, será lindíssima. E honestamente não espero nada diferente deles.
Tenho poucos anseios para meus filhos. Desejo apenas que eles sejam pessoas de bom caráter, sensíveis com os injustiçados e firmes com as mesquinharias do mundo. Que saibam respeitar todos que mereçam respeito, mas que acima de tudo não sejam alienados.
Bem disse o Piangers que ter filhos é um ato de fé. Fé em tempos melhores, na possibilidade de um mundo melhor. Meu amigo Henri Tomasi profeticamente disse um dia que o importante não é fazer um mundo melhor para nossos filhos e sim fazer filhos melhores para o mundo. Tô com ele e não abro!
Por isso é que eu desejo de todo coração que meus filhos consigam conhecer lugares onde não pude ir e aprender sobre pessoas e culturas que não tive contato, pois esse é o princípio do mundo!
De que adianta ser um peixe grande em um aquário pequeno!
Bom mesmo é ser um peixe pequeno em um aquário gigantesco, onde cada centímetro caminhado, cada dia vivido se transforma em um enorme aprendizado para si próprio e para quem nos rodeia!
Sair em busca de lugares novos, pessoas diferentes e culturas para conhecer era o meu sonho de consumo. Honestamente não sei quando surgiu esse ímpeto de ouvir novas histórias, sair da asa dos pais e virar um cidadão do mundo.
Uma lembrança bem presente é do momento em que decidi sair de casa para estudar. Lembro perfeitamente das inúmeras tentativas de minha mãe para que eu ficasse em Tapejara e estudasse em Passo Fundo, num esquema de bate e volta. Eu já tinha feito isso por um semestre e achava aquela rotina estressante e enfadonha.
E assim, do nada, veio a ideia de estudar em Cruz Alta.
Naquela época - final dos anos 90 e início dos anos 2000 - o pessoal mais underground, por assim dizer, não estudava em PF. Saía do aconchego do lar e se largava em direção à Terra da Panelinha para poder dar um novo rumo na vida.
Houve até quem se arriscou ir para Bagé. Esses merecem meu respeito...pela coragem!
De lá pra cá, muitos foram meus endereços e muitos também os locais por onde passei.
Conhecer pessoas diferentes, um universo de gente que pensava diferente me proporcionou um crescimento extraordinário.
Imagina como era antes! - dirão alguns.
Aos poucos o egocentrismo foi se perdendo e de uma maneira sutil, porém firme, pude perceber que eu era mais um na multidão. Mais um CPF na praça, mais um currículo nos classificados. Era 1 DNA entre 7 bilhões!
Pode parecer nostalgia ou até mesmo saudosismo, mas para mim, lembrar dessas situações é tentar prever o futuro.
Hoje tenho um filho de 2 anos e estou à espera de uma menina, que se puxar a mãe, será lindíssima. E honestamente não espero nada diferente deles.
Tenho poucos anseios para meus filhos. Desejo apenas que eles sejam pessoas de bom caráter, sensíveis com os injustiçados e firmes com as mesquinharias do mundo. Que saibam respeitar todos que mereçam respeito, mas que acima de tudo não sejam alienados.
Bem disse o Piangers que ter filhos é um ato de fé. Fé em tempos melhores, na possibilidade de um mundo melhor. Meu amigo Henri Tomasi profeticamente disse um dia que o importante não é fazer um mundo melhor para nossos filhos e sim fazer filhos melhores para o mundo. Tô com ele e não abro!
Por isso é que eu desejo de todo coração que meus filhos consigam conhecer lugares onde não pude ir e aprender sobre pessoas e culturas que não tive contato, pois esse é o princípio do mundo!
De que adianta ser um peixe grande em um aquário pequeno!
Bom mesmo é ser um peixe pequeno em um aquário gigantesco, onde cada centímetro caminhado, cada dia vivido se transforma em um enorme aprendizado para si próprio e para quem nos rodeia!
segunda-feira, 27 de julho de 2015
O dia do Lorenzo
Hoje é um dia muito especial...pra lá de especial!
É o dia do nascimento do Lorenzo, meu sobrinho recém chegado.
Lorenzo é meio apressado, quer dizer, bem apressado. Veio ao mundo mais ou menos 2 meses e meio antes do prazo...e chegou chegando!
Mandou uns sinais para a mãe dele - Juliana - que não tava mais a fim de ficar lá dentro, alheio ao que acontece aqui fora e fez o pai - Mauro - correr atrás de um bom local para nascer. Lorenzo chegou causando certa surpresa e ao mesmo tempo muita alegria, pois, como veio antes do combinado fez com que uma quantidade inimaginável de gente se mobilizasse por meio da velha e boa positive vibration para que tudo corresse da melhor maneira possível.
Naturalmente, não foi nem um pouco tranquilo para os pais do Lorenzo poderem vivenciar essa história pessoalmente. Esse discurso figurado e porque não dizer, lúdico, não condiz totalmente com a realidade.
As possíveis complicações do terço final da gestação não nos deixam dormir tranquilamente.
Digo isso porque quando estávamos esperando o Vicente, a Mara teve alguns sustos também. O primeiro deles foi em uma visita de rotina ao médico. O obstetra fez suas avaliações e considerou a possibilidade do Vicente não estar ganhando peso corretamente, fato que poderia desencadear um possível sofrimento fetal. Dito isso, nós - "otimistas como sempre" - começamos a procurar no Google inúmeros artigos sobre baixo peso fetal e suas complicações.
Custava esperar o resultado do exame solicitado para se acalmar?
Não!
Pais gostam mesmo é de sofrer, por isso fazem elucubrações que beiram quase a Teoria do Caos!
A segunda luz amarela acendeu nas últimas semanas da gestação, quando a Mara começou a apresentar picos de pressão alta. Temendo qualquer complicação e mais sagaz do que o Batman, o obstetra foi categórico;
"Se a pressão não baixar, Vicente vai nascer hoje, no máximo amanhã!"
E foi o que ele fez...a pressão não baixou e sem dar chance para o azar - se é que azar existe - Vicente nasceu às 11:47 da manhã de uma sexta feira ensolarada. Era 12 de julho de 2013.
Entendo toda a preocupação do Mauro e sua companheira Juliana. Ter um filho é ter a agradável possibilidade de planejar sua chegada, imaginar cada detalhe dos preparativos que trarão nossos filhos ao mundo. Um parto de emergência nos tira todo esse prazer, e como se isso não fosse o suficiente, incute um medo gigantesco em nossas mentes com as infinitas possibilidades - trágicas, é claro - do que poderá acontecer daquele momento em diante.
Mas, como o título do post é autoexplicativo, hoje é o dia do Lorenzo, dia de sua primeira grande batalha pela vida neste mundo e conosco. Não tenho dúvidas de que se sairá bem nessa longa e importante empreitada.
Seja bem vindo Lorenzo!
Beijos dos tios e dos primos.
É o dia do nascimento do Lorenzo, meu sobrinho recém chegado.
Lorenzo é meio apressado, quer dizer, bem apressado. Veio ao mundo mais ou menos 2 meses e meio antes do prazo...e chegou chegando!
Mandou uns sinais para a mãe dele - Juliana - que não tava mais a fim de ficar lá dentro, alheio ao que acontece aqui fora e fez o pai - Mauro - correr atrás de um bom local para nascer. Lorenzo chegou causando certa surpresa e ao mesmo tempo muita alegria, pois, como veio antes do combinado fez com que uma quantidade inimaginável de gente se mobilizasse por meio da velha e boa positive vibration para que tudo corresse da melhor maneira possível.
Naturalmente, não foi nem um pouco tranquilo para os pais do Lorenzo poderem vivenciar essa história pessoalmente. Esse discurso figurado e porque não dizer, lúdico, não condiz totalmente com a realidade.
As possíveis complicações do terço final da gestação não nos deixam dormir tranquilamente.
Digo isso porque quando estávamos esperando o Vicente, a Mara teve alguns sustos também. O primeiro deles foi em uma visita de rotina ao médico. O obstetra fez suas avaliações e considerou a possibilidade do Vicente não estar ganhando peso corretamente, fato que poderia desencadear um possível sofrimento fetal. Dito isso, nós - "otimistas como sempre" - começamos a procurar no Google inúmeros artigos sobre baixo peso fetal e suas complicações.
Custava esperar o resultado do exame solicitado para se acalmar?
Não!
Pais gostam mesmo é de sofrer, por isso fazem elucubrações que beiram quase a Teoria do Caos!
A segunda luz amarela acendeu nas últimas semanas da gestação, quando a Mara começou a apresentar picos de pressão alta. Temendo qualquer complicação e mais sagaz do que o Batman, o obstetra foi categórico;
"Se a pressão não baixar, Vicente vai nascer hoje, no máximo amanhã!"
E foi o que ele fez...a pressão não baixou e sem dar chance para o azar - se é que azar existe - Vicente nasceu às 11:47 da manhã de uma sexta feira ensolarada. Era 12 de julho de 2013.
Entendo toda a preocupação do Mauro e sua companheira Juliana. Ter um filho é ter a agradável possibilidade de planejar sua chegada, imaginar cada detalhe dos preparativos que trarão nossos filhos ao mundo. Um parto de emergência nos tira todo esse prazer, e como se isso não fosse o suficiente, incute um medo gigantesco em nossas mentes com as infinitas possibilidades - trágicas, é claro - do que poderá acontecer daquele momento em diante.
Mas, como o título do post é autoexplicativo, hoje é o dia do Lorenzo, dia de sua primeira grande batalha pela vida neste mundo e conosco. Não tenho dúvidas de que se sairá bem nessa longa e importante empreitada.
Seja bem vindo Lorenzo!
Beijos dos tios e dos primos.
domingo, 26 de julho de 2015
Educar é duvidar!
Não há um só dia em que eu não me questione se estou sendo
um bom pai!
Dias atrás estava conversando com a minha esposa Mara sobre
o quanto somos inundados com “técnicas” de bons modos para nossos filhos. A verdade
é que isso normalmente acaba nos deixando – pelo menos a mim – cada vez mais em
dúvida sobre como agir, quando intervir e acima de tudo como mostrar para
nossos filhos as primeiras noções do certo e errado.
O Vicente tem 2 anos e está cada dia mais ativo e com mais
vontade de desbravar as fronteiras entre o permitido e a desobediência. Mas será
certo classificar como desobediência algo inato que é a curiosidade de exploração
de situações e locais que nos chamam a atenção?
Sou um réu confesso! Existem vezes, e não são poucas, que me
pego coibindo algumas ações desbravadoras do Vicente seja por precaução de que
ele possa se machucar, seja por querer um pouco de tranquilidade ou até mesmo
por não querer que ele bagunce a casa. O fato mais marcante de tudo isso é que
ele não se dá por vencido e acaba esperando eu virar as costas para fazer suas
tentativas...palmas para ele!!!
Como comentei com o Piangers há alguns dias – e ele me
respondeu em um email belíssimo – até ser pai o único modelo de educação que eu
conhecia era o do “Sim Senhor”, ou seja, o mais velho fala e o mais novo
obedece. Por incrível que pareça, essa firmeza, essa austeridade e a
necessidade de delimitar as ações e mostrar quem manda, fazendo com que a
criança entenda desde cedo que é parte da família e por isso deve obedecer às
regras como todos, é um conteúdo bastante discutido e por que não dizer,
difundido.
Há bem pouco tempo atrás fomos em uma escola de educação
infantil aqui na nossa cidade, com o intuito de matricular o Vicente para que
ele possa socializar mais com outras crianças e também vá se inserindo em uma
rotina semelhante à escola. Em virtude de um grande mal-entendido entre a
diretora da escola e uma funcionária que nos passou informações equivocadas, o
Vicente acabou ficando tempo demais em um dia da adaptação, o que gerou um
certo medo nele em retornar à escola. No segundo dia, ele não parou de chorar,
a babá foi busca-lo e para a surpresa de todos a sensibilidade da diretora da
escola acabou coroando com uma cebola a situação já bastante delicada:
- Agora tu leva ele pra casa sem dar colo, pois ele só queria
colo e aqui ele não vai ganhar!
Tudo bem...eu entendo que a dinâmica da rotina escolar acaba
se tornando mais fácil se todos souberem obedecer algumas regras básicas de
comportamento, mas ele tem apenas 2 anos!!! Como não iria querer colo já que
estava apavorado por ter sido deixado naquele lugar estranho, com pessoas
estranhas por mais tempo do que o necessário?
É por esse tipo de situação que muitas vezes me pego
pensando sobre a dificuldade de educar um filho. Será mesmo que educar um filho
é tão difícil e complicado? Será que educar é impingir moldes comportamentais
ou dar liberdade para que nossos filhos descubram pelas suas experiências o que
lhes é prazeroso, saudável e gratificante? Será que a austeridade é mais
producente do que a amizade e companheirismo? O quanto impor limites é
necessário para a felicidade de nossos filhos? O que nós adultos ganhamos
submetendo nossos filhos ao mainstream do
bom comportamento? Herbert de Souza, o Betinho nos deixou uma opinião
fantástica: “Quando o sapato aperta o pé, temos que trocar o sapato e não
cortar o pé”, ou sejam se tais situações não favorecem nossos filhos, por que
submetê-los à situações semelhantes, em outro local, apenas pelo fato de que
esse é o pensamento corrente?
Abraços.
Roges
terça-feira, 21 de julho de 2015
Iniciando os trabalhos
Ao iniciar as postagens deste blog, quero transcrever aqui uma mensagem que enviei ao jornalista Marcos Piangers, pela compra do livro O Papai é Pop!
"Salve Piangers!
Comprei teu livro...e ele chegou muito antes do previsto (mérito da livraria e da transportadora).
Mas não é por isso que estou te escrevendo. Decidi te mandar uma mensagem sobre o quanto ler teu livro me emocionou, o quanto me identifiquei e acima de tudo o quanto me deixou mais à vontade como pai.
Sou pai de um menino de 2 anos, o Vicente, e esperando a Helena que chegará em janeiro. Até então educação rigorosa era o único modelo de relacionamento entre pais e filhos que eu conhecia e sou obrigado a reconhecer que logo que o Vicente nasceu, cometi muitos erros com ele. Austeridade sem nenhuma necessidade e um medo gigantesco de "falhar" como pai, deixando que meu filho crescesse cheio de manias e manhas tomaram conta de mim. Como sinto vergonha disso!
Mais ou menos como você, cresci sem a presença de um pai e isso fez de mim uma pessoa que não pretendia ter filhos...até me casar e começar a conviver com os sobrinhos da minha mulher.
Ser pai me deixou mais lúcido, menos egocêntrico e o Vicente me ensinou - de um modo bastante convincente - que eu não tinha vivido nada tão intenso quanto chegar em casa e ser recebido na porta com um sorriso sincero, espontâneo e renovador.
Tu já deves ter lido ou ouvido isso de inúmeras pessoas, mas eu precisava escrever essas palavras, pois ler O Papai é Pop foi uma viagem de volta à minha infância e também um grande motivo para me orgulhar do presente.
Te desejo um forte abraço e muito sucesso na literatura.
Com admiração.
Roges Ghidini"
Em breve, postarei algumas situações minhas como pai do Vicente e à espera da Helena.
Forte abraço àqueles, que por ventura, lerem este blog.
Roges
"Salve Piangers!
Comprei teu livro...e ele chegou muito antes do previsto (mérito da livraria e da transportadora).
Mas não é por isso que estou te escrevendo. Decidi te mandar uma mensagem sobre o quanto ler teu livro me emocionou, o quanto me identifiquei e acima de tudo o quanto me deixou mais à vontade como pai.
Sou pai de um menino de 2 anos, o Vicente, e esperando a Helena que chegará em janeiro. Até então educação rigorosa era o único modelo de relacionamento entre pais e filhos que eu conhecia e sou obrigado a reconhecer que logo que o Vicente nasceu, cometi muitos erros com ele. Austeridade sem nenhuma necessidade e um medo gigantesco de "falhar" como pai, deixando que meu filho crescesse cheio de manias e manhas tomaram conta de mim. Como sinto vergonha disso!
Mais ou menos como você, cresci sem a presença de um pai e isso fez de mim uma pessoa que não pretendia ter filhos...até me casar e começar a conviver com os sobrinhos da minha mulher.
Ser pai me deixou mais lúcido, menos egocêntrico e o Vicente me ensinou - de um modo bastante convincente - que eu não tinha vivido nada tão intenso quanto chegar em casa e ser recebido na porta com um sorriso sincero, espontâneo e renovador.
Tu já deves ter lido ou ouvido isso de inúmeras pessoas, mas eu precisava escrever essas palavras, pois ler O Papai é Pop foi uma viagem de volta à minha infância e também um grande motivo para me orgulhar do presente.
Te desejo um forte abraço e muito sucesso na literatura.
Com admiração.
Roges Ghidini"
Em breve, postarei algumas situações minhas como pai do Vicente e à espera da Helena.
Forte abraço àqueles, que por ventura, lerem este blog.
Roges
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