sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Viagens...doce estresse!

Quando eu e a Mara viemos morar em Garibaldi e tínhamos o Marezinho (nosso Celta), ir para Tapejara ou outro lugar qualquer era muito fácil.
Bastava um olhar para o outro e dizer: "Vamos!"
Mas como muita gente sabe, hoje temos o Vicente e em breve virá a Helena. E uma das coisas que muito nos causou estresse - e provavelmente nos causará por um bom tempo - é viajar.
Logo que o Vicente nasceu, ele ia no bebê conforto, super tranquilo dormindo durante boa parte do trajeto.
Bons tempos aqueles!
O tempo passou, o Vicente cresceu e começou a não querer mais ficar no bebê conforto. Passávamos um sufoco, um verdadeiro martírio tentando convencê-lo de que "logo" chegaríamos e que era necessário ficar no seu lugarzinho.
Não adiantava!
Ele gritava, chorava, esperneava e no final da contas era mais fácil pegá-lo no colo (não façam isso em casa!) do que viajar algumas horas com choros e gritos.
Eis que, em uma determinada noite, estávamos em um restaurante aqui em Garibaldi e vimos um casal com seu filho e aquilo que seria a nossa salvação: um DVD portátil!
O pai fazia uma espécie de chantagem com seu filho para que ele comesse. Quando achava que o menino tinha comido relativamente bem, liberava o DVD para a criança. E ela se acalmava de uma maneira, que parecia não estar mais naquela ambiente.
Conosco aconteceu algo parecido. Uma tardinha chuvosa saímos de Garibaldi em direção à Tapejara e o Vicente logo na saída acabou dormindo...por 20 minutos! Quando acordou queria de todo modo sair da cadeirinha e deu início à via crucis que tanto estávamos acostumados, Quando chegamos em Passo Fundo tínhamos que trocar a fralda dele e paramos em um hipermercado para fazer a operação limpeza. Fralda nova, ânimos mais tranquilos, tudo certo até que passamos em frente a uma loja e lá estava nosso objeto dos desejos mais profundo: um DVD portátil!
Compramos o bendito aparelho acreditando que seria nossa "melhor compra" até então. Baita engano!
O Vicente não dava atenção para o aparelho e continuava querendo sair da cadeirinha a todo custo. Uma vez eu disse pra Mara: "Mais uma vez compramos uma coisa por impulso!", mas a verdade é que o Vicente não era, por assim dizer, maduro o suficiente para ficar preso àquelas imagens cheias de cores, movimentos e músicas durante uma viagem inteira. Nós é que idealizamos uma situação sem considerar o fato de que ele era muito novo para aquilo.
Ele cresceu e hoje o DVD é seu (nosso) amigo do peito. Tanto é verdade que algumas vezes saímos de um lado pro outro e não ligamos o aparelho e ele pede para assistir o Patati Patatá ou a trilogia do Toy Story. No momento ele está curtindo o filme Rio.
De fato, as viagens acabaram se tornando menos estressantes com o auxílio desse artefato, porém, acredito que em breve, assim que o Vi começar a falar mais fluentemente, o estresse volte com a famosa frase: "A gente tá chegando?" ou aquela outra: "Falta muito?"
Sem contar que a chegada da Helena nos obrigará pensar em outras alternativas para podermos conhecer novos lugares com um mínimo de dor de cabeça.
Por via das dúvidas, já estou providenciando outro DVD portátil!

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