quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Vicente, o ser humano!

Gosto de escrever sobre meus filhos.
Gosto de escrever também sobre minha relação com eles - embora um ainda esteja esperando a chegada da Helena.
Fico me deleitando com as peripécias do Vicente e como me surpreendo com algumas iniciativas dele. Tempos atrás ele queria pegar um objeto, não lembro qual, em cima da lareira e para minha surpresa, supostamente pareceu esquecer daquilo.
Normalmente o Vicente é bastante empenhado em conseguir o que deseja.
Eu que o diga com relação ao colo! Ele dá uns tapinha no sofá, insinuando para eu me sentar pois quer colo.
Mas nesse dia ele saiu em busca de um outro objeto e parecia não encontrá-lo em lugar algum. De repente retornou com uma espécie de banco, o qual utilizou para lograr êxito em sua obstinada tarefa.
E me deu uma lição de moral ainda por cima!
"Às  vezes é vantagem dar um tempo antes de prosseguir em busca do sucesso".
Esse Vicente é mais sabido que o Augusto Cury e Roberto Shiniashiki juntos!
Muitas das artes que ele apronta fico sabendo a posteriori pelos relatos da Mara ou da babá dele.
Hoje foi, talvez, o dia da arte mais safada de todas. Aquela que fez daquele ingênuo menino de 2 anos um ser humano ardiloso, capaz de tudo para conseguir seus objetivos. Sejam eles quais forem.
Hoje ele mentiu pela primeira vez!
E pior...ao final da história teve a audácia de dar uma gargalhada ao melhor estilo "Enganei você!"
Pela manhã eu fui ao mercado e enquanto estava fora ele foi chamar a babá e dizia "Gege", ao mesmo tempo que apontava para a porta (para quem não se lembra ele me chama de Gege).
A babá perguntou se alguém tinha batido na porta e descaradamente ele confirmou com um "É" bem convincente.
Ao abrir a porta -naturalmente não havia ninguém - ele se largou a dar gargalhadas para a babá.
Se isso acontecesse em outras épocas, bem provável que eu ficasse com uma pulga atrás da orelha com essa mentirinha.
Por outro lado, a articulação dessas circunstâncias me faz ver que o Vicente é pra lá de danado ao mesmo tempo que consegue conjecturar situações que deixariam até mesmo Piaget de boca aberta, quando considera a chegada de alguém sem ao menos ter ouvido algum som.
É ou não é uma demonstração considerável da complexidade humana?
Abraços a todos!
Roges

2 comentários:

  1. É muito legal acompanhar este " aprendizado" que todos nós pais temos! Nos identificamos muito com teus textos e com certeza é um acervo riquíssimo de heranças do Vicente e da Helena! Abração meu amigo

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  2. Tu viu isso???? Sapeca esse Vicente! Amo!

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